Guia · Press kit
Como montar um press kit que contratante lê
Quem contrata show abre dezenas de propostas por semana e decide em menos de um minuto. Este guia é sobre o que fazer caber nesse minuto.
Atualizado em 26 de agosto de 2026 · leitura de 6 minutos
Press kit, EPK, mídia kit: nomes diferentes pra mesma coisa. É o documento que responde, sem você estar presente, três perguntas que o contratante faz mentalmente: quem é esse artista, isso enche a minha casa, e é fácil trabalhar com ele?
A maioria dos press kits erra porque responde só a primeira. Tem biografia longa, adjetivo demais, e nada que ajude alguém a tomar uma decisão comercial.
A ordem importa mais que o conteúdo
O contratante lê de cima pra baixo e para quando decide. Então a informação que decide precisa vir antes da informação que apresenta.
- Uma linha de identidade. Estilo, cidade, formação. "Trio de forró pé de serra, de Fortaleza, com 4 anos de estrada." Não é slogan, é ficha técnica.
- Prova de público. Casas onde já tocou, festivais, número de ouvintes mensais, público médio. Um número real vale mais que dez elogios.
- Áudio ou vídeo, um clique. Um link. Se ele tiver que escolher entre cinco, não ouve nenhum.
- Formatos e cachê. Voz e violão, trio, banda completa — com duração e faixa de valor. Isso acelera tudo.
- Requisitos técnicos. Rider resumido e mapa de palco.
- Fotos em alta. Pra divulgação, prontas pra baixar.
- Contato direto, com nome de quem responde.
Biografia entra depois de tudo isso. Ela existe pra quem já se interessou.
Mande seu press kit pra alguém que não conhece seu trabalho e pergunte, sem deixar ler de novo: qual estilo, quanto custa e como contrata? Se a pessoa não souber, o problema não é o conteúdo, é a ordem.
O que tirar
- Adjetivo sem lastro. "Uma das bandas mais promissoras do cenário" não diz nada. Substitua por o que aconteceu: quantos shows no ano, onde.
- Biografia em terceira pessoa e três parágrafos. Ninguém lê. Duas frases.
- PDF de 40 MB. Não abre no celular, que é onde a pessoa está.
- Link do Drive. Pede permissão, expira, dá erro. Já perdeu o show.
- Release de lançamento antigo. Se a data está velha, passa a impressão de carreira parada.
Por que um link funciona melhor que um PDF
O PDF envelhece no instante em que você manda. Trocou de formação, subiu foto nova, mudou o cachê: quem recebeu continua com a versão errada, e você não sabe quem tem qual.
Um link resolve isso: você atualiza num lugar e todo mundo que já recebeu passa a ver o novo. Abre no celular, não pede login, e mostra pra você quantas pessoas abriram — o que já é informação de negociação.
Checklist antes de mandar
- Abre no celular, em 3G, sem pinçar a tela pra ler
- Dá pra saber estilo e cidade em cinco segundos
- Tem pelo menos um número real de público
- O áudio toca em um clique, sem baixar nada
- Fotos em alta com crédito do fotógrafo
- Rider e mapa de palco anexados ou linkados
- Nome, telefone e e-mail de quem responde de verdade
- Nenhuma data no material está no passado
Quando atualizar
Sempre que mudar formação, cachê ou material de divulgação, e depois de qualquer show grande — casa nova na lista é argumento novo. Se passou um trimestre sem tocar nada no press kit, provavelmente ele já está desatualizado.
Seu press kit sempre atualizado, num link
No Hub do musica.ae o EPK se monta a partir do que você já cadastrou: shows, fotos, áudios e rider. Você atualiza num lugar e quem recebeu o link vê a versão nova.
ver como funciona →