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Guia · Contrato

Modelo de contrato de show: o que não pode faltar

Contrato de show não existe pra quando dá tudo certo. Ele existe pro dia em que o palco não tem retorno, o pagamento atrasa ou o evento é cancelado na véspera.

Atualizado em 26 de agosto de 2026 · leitura de 7 minutos

Muito show no Brasil é fechado por conversa de WhatsApp. Funciona na maioria das vezes — e é exatamente por isso que, quando não funciona, o artista não tem nada na mão.

Um contrato de show não precisa ser um documento de dez páginas. Precisa ser claro sobre oito pontos.

As cláusulas que resolvem 90% dos problemas

1. Quem é quem

Nome completo, CPF ou CNPJ e endereço das duas partes. Se o contratante é uma empresa, quem assina precisa ter poder pra assinar. Contrato assinado por quem não responde pela casa é papel sem valor.

2. O que exatamente será apresentado

Formato (voz e violão, trio, banda completa), número de integrantes e duração em minutos. "Uma apresentação musical" é convite pra discussão sobre uma hora ou três.

3. Data, local e horários

Três horários, não um: chegada para passagem de som, início e término. A passagem de som é a que mais gera atrito, porque o contratante costuma não contar com ela.

4. Cachê e forma de pagamento

Valor em número e por escrito, e principalmente quando. O padrão que protege o artista é sinal de 50% na assinatura e o restante até o fim do evento. Inclua também:

5. Estrutura, rider e o que é de quem

Anexe o rider técnico e o mapa de palco ao contrato, não em mensagem separada. Diga quem paga o quê: som, luz, backline, técnico, palco coberto. E o que acontece se a estrutura não estiver como combinado.

6. Transporte, hospedagem e alimentação

Quantidade de pessoas, quantos quartos, quantas refeições, quem reserva e quem paga. "Hospedagem inclusa" sem número de quartos já rendeu muita madrugada ruim.

7. Cancelamento

A cláusula que mais evita prejuízo, e a que mais falta. Separe três casos:

8. Imagem, som e divulgação

Se o contratante pode gravar e usar imagens, por quanto tempo e onde. E como o artista deve ser creditado no material de divulgação — inclusive o tamanho relativo do nome, quando há mais de uma atração.

Detalhe que evita dor de cabeça

Inclua uma cláusula de exclusividade geográfica quando fizer sentido: o artista não se apresenta num raio de X quilômetros nos Y dias anteriores. O contratante valoriza, e você negocia isso como argumento de cachê.

Coisas que costumam faltar

Antes de assinar

Este guia organiza a prática do mercado e não substitui orientação jurídica. Para valores altos ou turnê longa, vale a leitura de um advogado.

Contrato pronto, com os dados do show já preenchidos

No Hub você guarda seus modelos de contrato e gera o documento a partir do show que já está cadastrado: contratante, data, local, cachê e rider entram sozinhos.

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